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Transporte rodoviário multimodal no Mercosul: como funciona

admin by admin
6 de julho de 2026
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reduzir custos na logística de transporte

reduzir custos na logística de transporte

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O transporte rodoviário multimodal tem se tornado uma das soluções mais eficientes para empresas que realizam operações logísticas entre os países do Mercosul. 

Em poucas palavras, ele consiste na integração de diferentes modais de transporte sob uma única operação logística, combinando a flexibilidade das rodovias com outros meios, como transporte ferroviário, marítimo ou aéreo, para otimizar custos, prazos e eficiência.

Em uma região marcada por grandes distâncias, diferentes legislações e intensa movimentação comercial, entender como funciona esse modelo é fundamental para quem busca mais competitividade e segurança nas operações internacionais. É exatamente o que aprenderemos neste artigo, acompanhe.

O que é transporte multimodal?

Antes de tudo, vale desfazer uma confusão comum: multimodalidade e intermodalidade não são a mesma coisa. 

Na intermodalidade, cada trecho da rota é regido por um contrato separado e operado por empresas distintas. 

Na multimodalidade, existe um único operador, o OTM (Operador de Transporte Multimodal), que assume a responsabilidade integral pela carga, do ponto de origem ao destino, independentemente de quantos modais sejam utilizados.

O caminhão é, quase sempre, o elo essencial dessa cadeia. 

No Mercosul, o transporte rodoviário multimodal começa e termina na rodovia, seja buscando a carga na fábrica antes de levá-la ao porto, seja realizando a entrega final depois que o trem ou o avião cumprir seu trecho. 

Isso acontece porque o modal rodoviário tem capilaridade que nenhum outro modal possui: chega onde o trilho não passa e onde o navio não atraca.

Segundo o Atlas CNT do Transporte 2025, lançado pela Confederação Nacional do Transporte, o modal rodoviário é responsável por cerca de 65% do transporte de cargas no Brasil e é o principal eixo integrador em operações multimodais no Mercosul.

Por que o Mercosul favorece operações multimodais?

O Mercosul é uma das regiões mais dinâmicas da América Latina em termos de comércio exterior.

Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai possuem economias altamente integradas e compartilham importantes corredores logísticos que conectam centros produtivos, portos, zonas industriais e mercados consumidores.

Segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), mais de 80% das mercadorias movimentadas internamente na América do Sul utilizam o modal rodoviário em alguma etapa do processo logístico.

Esse dado mostra como o modal é a espinha dorsal da logística regional, tornando o transporte rodoviário multimodal uma solução natural para integrar diferentes modais e aumentar a eficiência das operações.

Como funciona o transporte rodoviário multimodal no Mercosul?

O transporte rodoviário multimodal no Mercosul se organiza em combinações que variam conforme origem, destino, tipo de carga e prazo disponível. As principais integrações são:

Rodoviário + Marítimo (cabotagem e longo curso)

É a combinação mais comum para exportações e importações entre países com acesso ao mar. 

O caminhão coleta a mercadoria, leva até o porto, e o navio faz o trecho de longa distância.  Na chegada, outro veículo rodoviário assume até o destino. 

Para o transporte de mercadorias para o Mercosul com destino à Europa, Ásia ou América do Norte, essa integração é fundamental.

Rodoviário + Ferroviário

Menos utilizado no contexto intra-Mercosul pela limitação da malha ferroviária regional, mas cresce em importância para cargas pesadas, granéis e produtos agroindustriais. 

O caminhão conecta origens sem trilho ao ponto de carregamento ferroviário, e retoma a carga na outra ponta.

Rodoviário + Aéreo

Para cargas de alto valor agregado, urgentes ou com restrições sanitárias, como produtos farmacêuticos, eletrônicos ou alimentos perecíveis, o caminhão faz o transporte para o aeroporto. 

O transporte rodoviário internacional de cargas em combinação com o aéreo reduz drasticamente o tempo total da operação, com controle total de temperatura e segurança.

A documentação que viabiliza a operação

Um dos grandes avanços do transporte rodoviário multimodal é a unificação documental. O Conhecimento de Transporte Multimodal (CTM) substitui os múltiplos documentos de cada modal e concentra em um único instrumento a responsabilidade do OTM. Para operações no Mercosul, isso se combina com:

  • TIF (Transporte Internacional Ferroviário) e MIC/DTA (Manifesto Internacional de Cargas), usados nas fronteiras terrestres
  • DU-E (Declaração Única de Exportação) para saídas do Brasil
  • Documentos aduaneiros específicos de cada país membro do bloco

A simplificação documental reduz o risco de erros, acelera o despacho aduaneiro e dá muito mais previsibilidade à operação de transporte rodoviário no Mercosul.

Por que adotar o transporte rodoviário multimodal?

A lógica é simples: nenhum modal é perfeito sozinho. Cada um tem pontos fortes e limitações. O transporte rodoviário multimodal existe justamente para explorar o melhor de cada modal em cada trecho da rota. Os ganhos são concretos:

  • Redução de custos operacionais: ao combinar modais de acordo com a relação custo-benefício de cada trecho, é possível economizar de forma consistente sem sacrificar prazo.
  • Menos risco, mais controle: com um único operador responsável, a cadeia de responsabilidades fica clara. Qualquer problema (avaria, atraso, extravio) tem um interlocutor único e definido.
  • Agilidade com flexibilidade: o transporte rodoviário multimodal permite ajustes de rota em tempo real, adaptação a imprevistos e atendimento a diferentes perfis de carga na mesma operação.
  • Sustentabilidade: integrar o rodoviário com ferroviário ou hidroviário reduz emissões por tonelada transportada, um diferencial cada vez mais valorizado por clientes e reguladores.
  • Maior alcance geográfico: o transporte rodoviário continua sendo indispensável para conectar regiões mais afastadas dos grandes centros logísticos, ampliando significativamente a capacidade de atendimento em toda a região do Mercosul.
  • Melhor gestão dos prazos: a integração eficiente entre modais reduz atrasos e aumenta a previsibilidade das entregas. Para empresas que trabalham com cadeias de suprimentos complexas, essa previsibilidade é um diferencial competitivo importante.

Quem coordena tudo isso? O papel do OTM em operações logísticas bem-sucedidas

O Operador de Transporte Multimodal (OTM) é a figura central que torna o transporte rodoviário multimodal viável na prática. É ele quem planeja a rota integrada, contrata e coordena cada modal, emite o CTM e responde pela carga do início ao fim. 

No Brasil, o OTM precisa ser habilitado junto à ANTT, que mantém um cadastro público de operadores autorizados.

Para empresas que fazem o transporte de mercadorias para o Mercosul, contar com um OTM especializado em rotas internacionais é a diferença entre uma operação previsível e uma cheia de surpresas nas fronteiras. 

A boa notícia? A Rigabras Transportes oferece soluções completas para conectar negócios aos principais mercados do Mercosul.

Com experiência consolidada, equipe especializada e profundo conhecimento das rotas internacionais, a Rigabras transforma desafios logísticos em oportunidades de crescimento.

Não deixe sua operação depender da improvisação. Conheça agora as soluções logísticas da Rigabras Transportes e descubra como levar suas cargas mais longe, com mais segurança, previsibilidade e resultados.

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Fundada em 2002 a empresa Rigabras surgiu com o objetivo de oferecer serviços de transporte rodoviário de cargas e soluções logísticas derivadas e/ou complementares dessa atividade.

A matriz de operações logísticas encontra-se posicionada estrategicamente próximo ao maior porto seco da América Latina e o terceiro maior do mundo na cidade de Uruguaiana, região oeste do Estado do Rio Grande do Sul, porta de acesso para o restante do país.

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